sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"Querido Jonh"

"Querido Jonh"

Quem me conhece sabe adoro "Romances" , esse livro me fez sorrir, chorar, acreditar novamente no amor, na sinceridade e nas consequencias das escolhas  que fazemos em  nossa vida...LEIAM É OTIMOOO!!! voce vai amar assim como eu!
 Proteste!


Bom gente, essa sou eu e a minha cara!
Essa postagem é para todos nós como cidadãos comuns, porém capazes de ter conciencia de nossos direitos!!!
Fico, a cada dia, mais impressionada com a capacidade que o povo brasileiro tem em se manter inerte "paradão", enquanto aqueles que sabem um pouco mais se beneficiam da estupidez e comodismo da população....Gente não adianta apenas falar temos que fazer!!!!!
Por isso no dia 22/01/2011, estive nas ruas fazendo minha manifestação de opinião, achei um absurdo mais um reajuste nas passagens, sendo que os trens e onibus da cidade de São Paulo continuam o mesmo LIXO! é isso..não adianta em época de eleição colocar um trem novo na linha Francisco Morato /SP, e deixar todos os outros acabados! Não devemos aceitar esse tipo de coisa! Faça sua diferença...de grão em grão... vamos mudar a conciencia brasileira!!!!

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.


Cecília Meireles
"Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."
Por Ser Intangível... Morrerei de Amor Porque Te Quero...

Carlos Drumond de Andrade
A VERDADE

A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar

meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava

só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade

voltava igualmente com meio perfil.

E os dois meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

Chegaram a um lugar luminoso

onde a verdade esplendia seus fogos.

Era dividida em duas metades,

diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

As duas eram totalmente belas.

Mas carecia optar. Cada um optou conforme

seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

Carlos Drumond de Andrade